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Formação de Guias

O curso de Guias, que se iniciou no final de 2009, tem neste momento 16 participantes, 10 deles da região sul.

Durante este ano o tema foi os Exercícios Espirituais, que fomos estudando e rezando por etapas mensais. Para o ano o tema será a “CVX”.

O blog foi investigar o sentir de 5 dos generosos 10 da região sul e partilhamos hoje algumas respostas.

As outras hão-de chegar, se Deus quiser 😉

1. qual a missão do guia na CVX?

2. porquê eu, porque me sinto chamado a este serviço? (Teresa Cardoso)

3. como vivi este ano de formação? (Tintão)

4. como penso que o curso de guias me vai ajudar a servir melhor a CVX?

5. todos os anos temos sentido a necessidade de mais Guias para os pequenos
grupos. Vocês, com a vossa generosidade e disponibilidade, são para nós
sinal de esperança. Como vêem que este curso pode mudar a situação dos guias
na nossa região? (todos)

2. Recebi tanto da CVX que não posso não querer retribuir! Este é o meu movimento fundamental: sinto-me agradecida por tanto bem recebido e necessito responder. Porquê como guia? Porque há uma real falta de Guias, porque a CVX é procurada por muitas pessoas e não podemos deixar de as acolher e porque - esta parte é mais difícil de explicar - sinto ... imenso ânimo e consolação espiritual! É mesmo extraordinário estar ali a ver como é que a presença de Deus se vai revelando nas partilhas, nos movimentos de maior ânimo ou de maior luta, na fidelidade que cada um vai tentando pôr na vida de oração e na presença das reuniões. Mesmo se o grupo está mais desanimado é sempre possível ajudar as pessoas a encontrarem, no meio da confusão, a presença amorosa, sempre fiel e compassiva de Jesus no meio de nós. Mas o mais extraordinário de tudo, é ter a consciência dos meus limites e incapacidades e perceber que Deus vai trabalhando a partir delas e as ultrapassa infinitamente, transformando o meu pequeno contributo em parte da sua abundância.

5. A curto prazo este curso de guias não vai resolver o problema da falta de guias na região sul, porque a verdade é que a maior parte se não todos já somos guias de grupos! Mas foi um ano fundamental para testarmos o modelo de formação e avaliando-o podermos continuar este trabalho de formação de guias.

Teresa Cardoso

3. Como vivi este ano de formação?- Com imensa consolação! O grupo era fantástico, as partilhas foram sempre muito ricas e a diversidade de pontos de vista ajudou-me a aprofundar as temáticas dos EE de uma maneira que nunca conseguiria sozinha.

Ao mesmo tempo foi um ano exigente. As propostas de leitura e trabalho foram muito bem escolhidas (um óptimo trabalho do P. Hermínio) mas exigiram de mim uma disponibilidade que nem sempre fui capaz de ter. Fica sempre a possibilidade de continuar em férias...

Ao olhar o ano, só posso agradecer ao Senhor que mais uma vez me chamou a dar um bocadinho da minha disponibilidade para depois me encher com as maravilhas da Sua Graça!

5. Penso que a maioria das pessoas da Região Sul que está a fazer o curso, já exerce a função de Guia de algum grupo. No entanto acho que este é mesmo o caminho. Continuar a formação de Guias leigos e, ao mesmo tempo, aprofundar a relação entre Guias leigos e consagrados é, na minha opiniãp um factor decrescimento e sinal de maturidade da nossa comunidade.

Tintão