Archives for October 2011

A CVX A CAMINHO…

CVX a caminho …

No fim-de-semana de 7 a 9 de Outubro, a convite da Equipa Nacional, participámos, em conjunto com os representantes das outras regiões, numa acção de formação em Fátima organizada pela Equipa de Formação.

Tendo como tema central “ A CVX - a caminho de sermos (cada vez mais) Corpo Apostólico”, partiu-se da história da própria CVX, para demonstrar que esta está associada a uma dinâmica de crescimento que aponta nesta direcção e desenvolvimento. Dinâmica esta, que tem vindo a ser objecto de uma crescente consciencialização por parte dos seus membros.

De Grupo de Oração e Partilha que toma consciência da centralidade da Missão por seguir a Espiritualidade Inaciana, a Comunidade de Apóstolos com uma Missão Comum, chamada a ser um Corpo Apostólico é um caminho percorrido e a percorrer. É dinâmica de crescimento que nos lembra que na vida espiritual parar é morrer e que todos somos chamados a crescer, quer individualmente, quer no pequeno grupo ou nas comunidades mais alargadas a que pertencemos.

Este desenvolvimento também ilustra que a CVX está bem de saúde porque em movimento, aberta a novos horizontes e em busca permanente da sua razão profunda de ser, que radica no próprio Cristo e na Sua Igreja.

E por isso é que a CVX é chamada a ser Corpo e Apostólica. Corpo, porque se deixa conduzir pelo Espírito Santo; Apostólica porque partilha a missão de Cristo. À semelhança do que aconteceu com a comunidade dos primeiros Apóstolos que só se transforma em Igreja nascente após a vinda do Espírito Santo, fruto da ressurreição de Cristo, a CVX é chamada a ser Corpo Apostólico porque se deixa imbuir e conduzir pelo mesmo Espírito. É Ele que faz e dá sentido ao Corpo e explica que a CVX seja mais do que a mera soma dos seus membros e vá muito para além do conjunto destes.

Sustentada pelo Espírito Santo a CVX, através dos membros, está e vai sendo capacitada para Discernir – Enviar – Apoiar – Avaliar (DEAA), exercendo através deste modo específico a sua vocação dentro da Igreja.

Equipa Regional

A vida é movimento… e dança!

Dança, tudo dança.

O movimento da vida é um baile sagrado onde cada passo é único e singular, cujo cenário por excelência é o coração. Não há dança sem bailarinos e não há baile sem alegria de viver. Dançar é permitir que a emoção se mova e que a energia estremeça construindo silhuetas e formas que se desfazem assim que são traçadas.

A dança é o quadro que se desenha sobre a tela do espaço, com os pincéis dos braços, das pernas e dos dedos A dança é uma escultura modelada à base de olhares, de caricias e de sorrisos, esculpidos com os pincéis da música.

A dança é a escultura que modela o corpo humano dinamizado pelo espírito que o habita, é a arquitectura em movimento, edifícios que se desprendem para se encontrarem e gerarem paisagens de beleza. A dança é a música que se escuta pelos olhos, movimento habitado, presença consciente, presente absoluto, presente para quem a executa e para quem contempla.

Dançar é mover a energia, movermos, rejuvenescermos, recrearmos e curarmos. A dança é curativa enquanto convite a fluir, a deixarmos levar e porquanto nos aligeira dos pesados fardos que carregamos.

É preciso recuperar a dança como ritual quotidiano, como movimento doméstico e como festa ordinária.

Nas casas e nas escolas dança-se pouco. É um outro modo de dizer que são espaços em que falta vida e alegria e nos quais a rotina minou o espírito festivo. Não se trata só de incorporar a dança como uma actividade, mas sim de entender que ensinar é fazer bailar as letras, os números, as ideias e as palavras no coração de uma criança para que ali possam ser acolhidas como celebração e exaltação da Vida que somos.

Educar é traçar coreografias de luz e de energia no cenário sagrado que é o coração humano, é fazer dançar os valores humanos que nos fazem divinos, é dançar com o outro, junto ao outro e, sobretudo, com o interior de si mesmo.

José María Toro

in http://grego.es/?p=1509

MISSÃO + MISSÃO

Caríssimo/as:

Estamos em crise. A vida não está fácil. Mas, por isso mesmo, somos chamados a estar mais sensíveis às dificuldades dos outros, aqueles a quem a crise torna a vida mil vezes mais difícil do que a nós.

A maioria de vocês conhece, de certeza, os Leigos para o Desenvolvimento (LD), uma ONGD ligada à Companhia de Jesus, como nós, que há já mais de 25 anos desafia anualmente jovens a pôr os seus talentos e competências ao serviço dos outros, trabalhando como voluntários em diversos PALOP e também em Timor‐Leste.

Houve sempre uma grande proximidade entre os LD e a CVX. Um imenso número de Leigos regressados de missão ingressaram na nossa comunidade. Da CVX partiram muitos para uma experiência de missão com os LD.

Como muitos de vocês também saberão, os Leigos para o Desenvolvimento lutam, de forma quase permanente, com grandes dificuldades financeiras. Neste tempo de crise, como devem calcular, as coisas pioraram bastante.

Em anos anteriores, a CVX procurou já, pontualmente, apoiar financeiramente os LD. Este ano, contudo, considerando a comunidade sólida e madura que somos, resolvemos fazê‐lo de uma forma mais estruturada. Assim, disponibilizámo‐nos para apoiar o arranque da nova missão dos LD, no sul da ilha de S. Tomé, em Porto Alegre, a zona mais pobre da ilha, financiando concretamente os custos de um dos leigos que para aí partisse em missão. O projecto visa o apoio à educação das crianças, a formação profissional e a dinamização da comunidade local. Para mais detalhes poderão consultar o documento em anexo. O montante que nos comprometemos a financiar será de 8.000 €.

A comunidade LD é formada por 4 voluntários: o Nuno Fonseca (no seu segundo ano de missão em S. Tomé), a Catarina Marcos, a Mariana Pimenta e o Zezé Souto Moura.

Pedimos assim a cada um de vocês que reze este projecto (individualmente e em partilha no pequeno grupo), e que decida, em consciência, qual o valor com que pode contribuir.

A recolha dos contributos será feita durante todo este último trimestre de 2011, até ao Natal.

Para que este possa ser verdadeiramente um projecto de toda a comunidade, dar‐vos‐emos notícias regulares do valor na conta. Relataremos também, a par e passo, durante todo o ano, os progressos da missão “Rumo ao Sul”, as suas vitórias e dificuldades pedindo‐vos que mantenham os LD, e especialmente esta missão, nas vossas orações.

Os Leigos para o Desenvolvimento contam connosco. Nós, na equipa nacional, contamos com todos vocês. Desejamos que a colaboração na mesma missão que une a CVX e os Leigos para o Desenvolvimento nos ajude a todos a ser mais em missão, mesmo em tempos de crise.

Um abraço grande

A Presidente da CVXP

Teresa Sabido Costa

Ensaio de uma resposta do Pai à oração que Jesus nos ensinou:

Pietro Perugino (1445-1523) God the Creator and Angels Fresco, 1507-1508

Meu filho, que estás na terra e olhas o céu.
Eu pronuncio o teu nome cada vez que olho para o meu filho Jesus,
teu irmão
teu amigo
teu redentor
Ele mesmo, que morreu na cruz para te salvar
Ele vive,
Serás santo, quanto mais te unas a Ele.

Meu filho, que estás na terra,
Não te distraias
não percas tempo,
porque de tempo está feita a vida que te dei.

Faz da tua própria existência um evangelho
Agradece mais. Intercede mais.
Ajuda-me a seguir fazendo Igreja
Preocupa-te em construir comigo,
Segue-me no ritmo,
trabalha ao lado do meu Filho que trabalha.

Perdoa-te para perdoar,
Pede perdão.
Bate à minha porta.
Lembra-te de que Eu sou maior
que todos os pecados
tem sempre presente,
até ao último instante
o muito que te amo.

E decide-te a amar tu também.
Ama os teus amigos e os teus inimigos
A quem te compreende
e a quem não te compreende
Aos que te dão valor
e aos que não te sabem valorar
A quem diz a verdade sobre ti
e a quem te difama.

Meu filho, que estás na terra de cara virada para o céu,
volta!
Volta a aprender a ver e a escutar,
A presença viva do meu Espírito
no meio da História

Abraça o teu Redentor
para nãos caires em tentação
e nada temas
porque eu sou
quem sustenta o Universo

E agora olho-te nos teus olhos
como um Pai cheio de ternura
e pronuncio sobre o teu nome
o Ámen
que te funda para sempre.

Eduardo Alonso, SJ

in Mirada Global

PS este post vai ficar alojado na página "e todas as coisas em Deus"

Eu sinto que vem do céu…

Pietro Perugino: O batismo de Cristo, ca. 1481-83. Capela Sistina

Há umas semanas atrás, num fim-de-semana de EE, quando estávamos a escolher os cânticos para a missa, reparei que estava no cancioneiro uma letra que foi escrita originalmente por um primo meu, o Gonçalo, cuja mãe é peruana, a letra foi escrita para o seu casamento, com uma melodia de uma música tradicional peruana. Na versão original, apenas tinha 6 linhas a letra, e era repetida duas vezes. Reparei, como já tinha reparado outras vezes...
Com o tempo, e porque de facto a música é muito bonita, publicaram-se em vários cancioneiros a  música, sem nunca referir o seu autor, o que não tinha grande mal, porque aqui ninguém pretende reivindicar direitos de autor nem royalties, mas foram-lhe acrescentados uns versos, dos quais o Gonçalo nunca gostou e sobretudo que não faziam muito sentido, à luz do espirito da música original.
Porque de facto acho a música muito bonita, e porque a versão original é muito mais bonita que aquela que consta dos cancioneiros, aqui ficam a totalidade dos versos, escritos pelo seu autor, e agora completos por ocasião do baptizado do nosso sobrinho Simão.

Espero que gostem, como eu gosto, e que todos consigamos sentir esta brisa, este sopro leve...

EU SINTO QUE VEM DO CÉU

I
Eu sinto que vem do Céu um sopro leve
Um vento quente que nos aquece,
Um sopro vivo que vem de Deus

Um vento que acalma o ser e envolve a alma
Do mesmo modo que o mar se acalma
Logo que as ondas se vão deitar

II
Eu sinto descer do Céu um amor imenso
A luz Divina, um fogo intenso
A chama viva do Amor de Deus

Um Amor que nos transforma e alumia
Tal como a noite dá vez ao dia
E no Sol  se esconde a Luz do Luar

III
Eu sinto que vem do Céu uma Paz serena
E que em minha alma se faz terrena
E traz aos Homens o Dom de Deus

O Dom da Paz que vemos numa criança
Entregue ao sono quando descansa
Enquanto sonha com o acordar

IV
Eu sinto descer do Céu toda a Esperança
Que me consome na confiança
De contemplar o Senhor Meu Deus

A Fé que sinto viva em cada dia,
Enche o meu canto desta Alegria,
Vibra nas notas do meu cantar

Eu sinto que vem do Céu...

Gonçalo Sarávia
19.10.2011

A todos uma semana cheia de Deus!

PS. Este post vai ser alojado na página Encontrar Deus em todas as coisas

Os irmãos que Deus nos dá.

A todas as minhas amigas, agradeço a sua presença na minha vida. São, de facto, irmãs que Deus me deu. Pela sua paciência, dedicação, animação, escuta, sabedoria e oração, aqui fica o meu mais profundo agradecimento.

"Um rapaz de nove anos de idade, estava sentado na sua mesa da sala de aula, quando de repente sentiu que tinha molhado as calças e o chão entre os seus pés. Pensou que o coração ia parar, porque não conseguia perceber como lhe podia ter acontecido uma coisa destas. Nunca lhe tinha acontecido antes e ele sabe que quando os amigos descobrirem, o gozo nunca mais vai ter fim. E quando as raparigas souberem, nunca mais lhe falam na vida.

O rapaz acha mesmo que o coração vai parar... Inclina a cabeça e reza: Meu querido Jesus, é uma emergência! Preciso da tua ajuda, agora! Daqui a 5 minutos, estou frito!

Ele olha para cima, e na direcção dele vem a professora com um olhar de que lhe diz que foi descoberto.

Enquanto a professora caminha na sua direcção, uma amiga da sua sala chamada Assunção, carregava um aquário com um peixinho lá dentro, cheio de água até cima. A Assunção passa à frente da professora, e inexplicavelmente entorna todo o aquário em cima do colo do rapaz. O rapaz fingiu estar zangado, mas o tempo todo foi dizendo para dentro: “Obrigado, Jesus, muito obrigado!”

De repente em vez de ser objecto do ridículo e de chacota por parte dos outros meninos, o rapaz é alvo das maiores simpatias. A professora apressa-se a levá-lo para trocar de calções, enquanto põe os dele a secar. Todos os outros meninos se desdobram para aludar a limpar à volta da sua secretária. A simpatia é maravilhosa. Mas, agora o ridículo foi transferido para outra pessoa, para a Assunção.

Ela ainda tenta ajudar, mas dizem-lhe para se afastar porque era desastrada e já tinha feito que chegasse.

Finalmente, no final do dia de escola, enquanto esperavam pelo autocarro, o rapaz aproxima-se da Assunção e diz-lhe ao ouvido: “Fizeste aquilo de propósito, não fizeste?”

E a Assunção devolve-lhe em segredo: “Também, um dia, já me aconteceu, a mim.”

Baseado na história "wet pants" de autor desconhecido.

Na minha aflição invoquei o Senhor,
e clamei pelo meu Deus.
Do seu templo Ele ouviu a minha voz,
e o meu clamor chegou aos seus ouvidos

do Livro dos Salmos, 18