Archives for May 2012

Paparóquia!

Paparóquia

 

Caros CVX:

Na sequência lógica da nossa presença em comunidade na Eucaristia da Paróquia de S. João Baptista do Lumiar, e perante a crise que coloca em risco até a alimentação dos mais frágeis dos nossos irmãos, vimos propor-vos um gesto concreto de partilha. 

A ideia é, para além da nossa presença, levarmos um ou mais géneros do cabaz básico de alimentação: leite, arroz, farinha, feijão, óleo, etc.

Não será preciso explicar mais. Contamos com a vossa generosidade nestes momentos difíceis, a bem dos que mais precisam.

 

 

A conta que Deus fez

“São três limonadas e três bolos de chocolate”. E como se acaso duvidasse,
exemplificava esticando três dedos da mão direita, e logo mais três da
esquerda. “Quanto é?” 7, 8 anos? Melena escura, franja rebelde, o sorriso
franco dava lugar ao franzir de sobrolho, setas negras dardejando sob as
pestanas densas. Cara de puto ladino. Com ele vinham as manas, gémeas,
sardas e caracóis, as mesmas pestanas densas, mas os olhos verdes da
Mãe. “1 euro cada - mas olha lá, e tens dinheiro para isso tudo?”, que a
venda era em proveito das Missões, naquela Festa, das Famílias chamada,
espécie de arraial que reúne pais, filhos e várias gerações de alunos do
colégio dos Jesuítas em Lisboa, e mais os que vêm da vizinha Espanha para
os torneios desportivos. Teatros, concertos, rifas, barraquinhas de jogos,
comes e bebes vários, em convívio descontraído, angariando fundos para as
obras missionárias da Companhia. Procurava nos bolsos, de entre os brindes
ou prémios já arrecadados (que, nas mãos de mães prevenidas, soem voltar
no ano seguinte às mesmas lides…). Já se aproximava o Pai, “então Francisco,
precisas de ajuda?” E o Francisco, sem desarmar: “2, três e meio, 5 e…
6!” - “Estes seus três são mesmo a conta que Deus fez!”, dizia ao Pai das
crianças outra freguesa, enternecida. E este, quase distraidamente, enquanto
distribuía palhinhas e guardanapos de papel pela prole: “mas olhe que cada
um é cada qual, mesmo elas, cada um com seu feitio…” Pois claro!, um
vislumbre por entre as limonadas: assim nos criaste, todos e cada um, únicos
e irrepetíveis, mesmo se gémeos - e todos à Tua imagem e semelhança!!!

Lisboa, 2 de Maio de 2012

Concha Balcão Reis da CVX Abba

Imaginemos a história como uma piada cósmica…

Uma vez, um cientista descreveu-me os electrões à “moda da joaninha”. Insistiu que  a realidade tal como a percebemos está interligada de uma forma espantosa. Os electrões nas extremidades do universo vibram em uníssono entre eles. “Isto é de tal maneira verdadeiro, dizia ele, que não podemos compreender nada por si só, mas unicamente na ligação entre si.

Todas as coisas estão em ligação com todas as outras duma certa forma. E cada pessoa está ligada a todas as outras, no passado, presente e futuro. Isto significa que só quando o último de nós chegar lá acima é que vamos compreender a plena história da humanidade. Temos que imaginar a história como uma piada cósmica: quando contamos uma anedota, as pessoas estão curiosas. Interrogam-se como é que vai acabar. Só riem no auge da história, quando se revela o fim.”

Temos, então, que ser pacientes perante a história da humanidade. Deus existe, é certo, mas também existe um mal pavoroso. Deus trabalha no meio do mal para retirar dele o Bem. Através dum olhar de fé, a Paixão ilustra esta realidade. A sexta-feira mais horrível da humanidade transforma-se na Sexta-feira Santa graças ao amor que daí emana. Esse amor rasga o círculo mortífero do mal, do pecado e da morte, para conduzir ao mundo de Deus, um mundo novo de liberdade e de amor.

No final, veremos como o amor transformou todo o mal, todos os sofrimentos e as tragédias da nossa história. Só então se revelará a alegria, a alegria mais pura e libertadora que existe. À cabeça deste júbilo universal, estarão as três Pessoas divinas, que sempre terão desejado que as coisas acabem bem e que trabalharam arduamente para chegar a este resultado. “Felizes os que choram porque serão consolados” (Lc 6, 21).

in Lugar Sagrado ("Para ler e rezar esta semana")

E a vida não vai parar – apoiar a bom ritmo!

Já há alguns anos que vou ajudando o PAV no que me vai sendo pedido (e acreditem que foram as únicas paredes que já pintei em toda a minha vida), e não hesitei em ajudar na organização deste concerto, sendo claro para mim que esta é uma área de missão importante na minha vida, motivo pelo qual V. faço este pedido!
Venham ao Concerto de Solidariedade "E a vida não vai parar - apoiar a bom ritmo", um concerto dos Simplus & Amigos cujas receitas revertem inteiramente a favor do PAV - Ponto de Apoio à Vida!  É no dia 15 de Maio, 21h30m, no Teatro da Trindade!
Miguel Proença,
Sant'início