Archives for December 2015

Apanhado da Assembleia Regional da CVX Sul

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Testemunhos:


Raquel Veiga,
Grupo__

Geral – Pertença a uma comunidade maior, em movimento (não estática), à procura do seu caminho; o caminho comprometido de todos; perceber a dimensão do compromisso CVX

A Assembleia Regional da CVX Sul (AR) nos passados dias 17 e 18 de outubro representou a minha primeira participação num encontro alargado da CVX Sul. Depois de um ano de iniciação e de três anos de grupo Hi-Fi, finalmente encontrei o tempo de me abrir à comunidade maior, o que tinha acontecido apenas em esporádicas participações na missa de Domingo no Lumiar e na Via Sacra.

Passados os dias necessários para mastigar o sumo da AR, estou agradecida por ter participado. Como frutos, noto essencialmente a consciência de pertencer a uma comunidade maior, em movimento, à procura do seu caminho e procurando centrar-se bem e fielmente em Cristo Jesus. Guardo o desejo de bem e de crescimento da CVX revelado pela comunidade alargada, particularmente na figura da ER, visível desde logo pela escolha do Compromisso como tema forte para o fim de semana.

Perguntar-me-á que não esteve: "Mas que foi então que fizeram por lá?" Ora, principiámos por trazer o coração ao seu lugar com a Eucaristia que abriu a AR. Fomos depois desafiados pelas palavras do P. João Goulão a pensar nos comos e porquês de nos 'Comprometermos': “Perante Deus que se compromete comigo, há sempre a nossa opção”. Aprendi que ao escolher o Amor como critério de vida estou a comprometer-me com Ele conscientemente e estou mais perto de um triângulo virtuoso em que se alinha aquilo com que me comprometo, aquilo que penso e digo e aquilo que faço. O ciclo das escolhas começa sempre com uma opção. À opção segue-se a praia da paixão onde tudo é fácil, quentinho e bom, mas quando a rotina se instala, não há novidade e as dúvidas e o cansaço começam a assaltar o que antes era inquestionável. Perante a dúvida é que se joga uma opção de fundo e é aí que necessito de voltar ao princípio e exercitar a leitura da vida, a partir do Senhor. Do meu olhar filtrado a partir d’Ele e da minha abertura ao Espírito virá a capacidade de me regenerar e manter o compromisso com o mundo à minha volta.

A oração individual da manhã convidou, a partir da leitura de uma passagem do livro de Eclesiastes (Ecl 3, 1-8), a perceber em que tempo estou neste ciclo do compromisso, particularmente em relação à CVX. Trago deste tempo e da partilha em grupo a imagem da Cruz como o “custo” da fidelidade de aceitar o Plano A de Deus para mim. Guardo a generosidade da partilha de cada um, reunidos em grupos aleatórios, fora da “zona de conforto” do grupo pequeno já conhecido. Mais tarde, ao final da tarde, cada grupo viu o seu animador responsável dar eco das partilhas ali havidas ao grupo grande.

O almoço descontraído preparou-me para a tarde de testemunhos, onde pude conhecer a vida comprometida, em diferentes dimensões, de cinco membros da CVX, alinhados no desejo de unificar a vida.

Da vida comprometida com a profissão guardo o perceber como, no trabalho, as pessoas que me rodeiam podem ser também comunidade e como as decisões em contexto profissional têm de ser norteadas pela busca do bem maior. Para eleger com qualidade importa praticar a atenção e viver em constante discernimento.

O compromisso com a família foi testemunhado com muita simplicidade e profundidade, tocando-me particularmente pela verdade e humildade da partilha. Não há famílias perfeitas e o dia a dia é exigente, mas acreditar no projeto da família é também acreditar num mundo melhor.

Fechámos o dia com a explicação do caminho de discernimento que será proposto que todos os grupos CVX em Portugal façam até à Assembleia Nacional em maio de 2017. Trata-se de intuir a vontade de Deus para a CVX em Portugal e nada melhor que fazê-lo em comunidade, numa forma colaborativa e organizada, mas sobretudo com atenção e abertura de coração ao sopro do Espírito.

A manhã de domingo foi ocupada com a explicação do que são os compromissos temporários e os compromissos permanentes em CVX. Ficámos a saber que existe um Guião no site da CVX para que os grupos se possam preparar para os compromissos com tempo e modo. Este caminho de preparação pode ser feito em grupo mas o compromisso é individual e, ainda que feito em partilha com a comunidade, é um compromisso com o Senhor, é um reconhecimento de que a vida norteada pela experiência da CVX, marcada pelo crescimento e pelo magis próprios da espiritualidade inaciana, frutifica de forma semelhante ao grão de mostarda.

Houve direito a testemunhos de gente agradecida e comprometida com a CVX e houve mesmo três membros da CVX a, na missa celebrada pelo P. Domingos, fazerem os seus compromissos temporários!

Conclusão da AR: da próxima... não falte! Já viu o que perdeu? 😉

 


Filipa Ferrão
Quarta Sim, Quarta não

A AR deste ano teve como pano de fundo a importância do compromisso na vida de cada um de nós, como lidamos com o compromisso e a forma como nos comprometemos, dentro e fora da CVX.
Para isso, foram-nos proporcionados vários tempos de oração, reflexão, partilha que nos permitiram “olhar” e “sentir” os compromissos já assumidos (e porventura os que rejeitámos), bem como “discernir” eventuais compromissos futuros (ou iniciar o discernimento…).
O P. João Goulão interprelou-nos de uma forma mais global sob o título “Comprometer-se”: um cristão é, por definição, uma pessoa comprometida com Deus e com o próximo. “Não é possível ser colaborador de Deus sem compromisso com a pobreza, com a justiça social, com…”. Mas chamando a atenção que a dúvida da opção faz parte do compromisso. E apresentou-nos um sugestivo “ciclo do compromisso” para servir de GPS:

Depois ouvimos os “Testemunhos Comprometidos” de cinco membros da CVX. A forma como integram a fé na sua vida profissional, familiar, na política, na área social e na ciência. Como procuram viver inteiras como cristãs (eram só mulheres!!!) com fidelidade à sua identidade cristã, com perseverança, comprometimento, resiliência e capacidade de regeneração. Como assumir certos compromissos sendo comprometidas com Jesus. Saber que os compromissos também trazem sacrifícios, em nome de um bem maior.
A parte da tarde foi dedicada às duas formas “institucionais” de compromisso em CVX: compromissos temporário e permanente. Numa das sessões, foi-nos explicitada a essência de ambos os compromissos numa caminhada em CVX (porquê, quando e como), ressaltando que são compromissos individuais com Deus em que a CVX é o espaço eclesial mediador desse compromisso. Também nos foi dito que a Comunidade tem o direito de ver, ouvir e sentir o nosso compromisso e, por isso, é assumido publicamente. Nesse sentido, não só ouvimos os testemunhos de duas pessoas que fizeram o CT e de outras duas que fizeram o CP (partilhando o que as levou à decisão e o que sentem que o compromisso assumido lhes trouxe), como assistimos ao CT de três membros da CVX durante a Eucaristia.
Na AR ainda fomos informados sobre a preparação em comunidade da Assembleia Nacional de 2017 e de alguns números actualizados sobre a CVX: 25.000 membros em 60 países, nos 5 continentes; 1.416 membros em Portugal (3ª maior comunidade nacional) em 136 grupos; 755 membros na CVX Sul em 70 grupos.
Três frases ouvidas na AR 2015 que ainda ecoam: “Viver a vida comprometida é fazer a experiência de um Deus que se compromete”. “Coragem para me comprometer”. “Orientar os compromissos para o fim para que fui criado”.


Dirce Serafim
ABBA

Temos mais uma oportunidade para agradecer a todos os elementos da Equipa Regional (equipa renovada que continua a tradição da anterior), verdadeiros protagonistas da realização do primeiro encontro deste ano, mas para agradecer também a todos os elementos da nossa comunidade CVX-Sul que estiveram presentes, pois todos os participantes foram atores. Até algumas crianças contribuíram com sorrisos e olhares tão límpidos e abertos à surpresa que só podiam ser um convite ao clima já habitual de convívio simples e sem formalismo, mas talvez também um convite a ir sempre mais longe e mais fundo, em busca de mais.

Logo no início (uma ótima ideia começar e terminar com Eucaristia), o desafio a irmos caminhando com Jesus, perseverando no caminho iluminado pelos seus critérios, conscientes de que o compromisso com eles pode conduzir à cruz. Tocou-me profundamente a clareza do P. Domingos quanto a isso. Não somos cristãos se não estivermos dispostos a carregar a cruz que Cristo carregou, consequência da não transigência com o mal e do empenhamento na construção de um mundo mais justo e mais fraterno. O sofrimento, a doença, as dificuldades naturais da vida podem ser aprendizagem do caminho, mas só são verdadeira cruz quando preparam para nos comprometermos a percorrer o caminho de Jesus e a sofrer com Ele as consequências. Só então saberemos o sentido cristão da cruz e talvez então possamos também saborear melhor a presença d’Ele e dos que nos conduzem até Ele. Claro que é uma luta de toda a vida—lembrou o P. João Goulão—como a luta de Jacob com o Anjo para saber quem é Deus, para saber como é Deus. Mas a experiência de um Deus que não desiste, que se compromete connosco, ensina-nos que o amor joga-se na opção e no compromisso. Por isso, sobretudo em determinadas fases (rotina, fracasso, dúvida) é importante refontalizar, voltar à fonte, dar oportunidade à ação do Espírito (EE, oração, acompanhamento…) para “decantar a vida”, lê-la de forma a ver como nos tornarmos em tudo colaboradores de Jesus.

Estava aberto o caminho para dar graças por tanto bem recebido via comunidade. No final, a Tintão, a propósito do Compromisso em CVX, lembrava que é bom reconhecermos que os nossos pequenos grupos beneficiam, desde a sua formação, da comunidade alargada (é ela que se empenha em proporcionar a cada grupo animadores e guias, oportunidades de formação…). Os testemunhos de pessoas que reconhecem a CVX como mediadora desta forma comprometida de caminhar tornaram bem claro que exigência não é sinónimo de rigidez, nem humildade é sinónimo de acomodação ou paralisação. Nas várias áreas da vida e no “tempo comum” é possível tomar opções de forma refletida, rezada, discernida, que vão por vezes contra a corrente, e vivê-las de forma serena mas entusiasmada. Foi bom ouvir, por exemplo, que ser, a tempo inteiro, mãe e cuidadora da família nuclear e alargada, pode ser uma opção no tempo atual; utilizar critérios de bem comum para escolher um tema de investigação pode não ser o mais fácil, mas é possível; oferecer o que temos a mais (roupas e brinquedos, mas também um carro…) pode sempre desencadear uma onda de maior generosidade e contribuir para tomarmos mais consciência de que o que temos a mais não nos pertence.

Foi bom ouvir da parte de quem já descobriu que a sua vocação eclesial passa pelo carisma CVX, pelo seu estilo de vida simples, partilhado e avaliado em comunidade, discernindo continuamente para eleger o bem maior (mais necessário, mais urgente e mais universal) e decidiu, por isso, afirmá-lo em Comunidade—Compromisso Temporário—que é útil definir o espaço, aquietar a dispersão e comprometer-se a pôr os meios para se focar mais num estilo de vida mais apostólico. Foi bom ouvir que, quando tudo passa a fazer mais sentido, quando se impõe o desejo de “deixar de ser cristão de bancada” para trabalhar na construção do Reino, então chega o momento de fazer o Compromisso Permanente, pois é tempo de, quotidianamente, ser apóstolo. É tempo de confirmação do compromisso com o Senhor. É com Ele o compromisso, e a Comunidade de Vida Cristã é simplesmente a mediadora escolhida para ajudar a perseverar na missão.

E como não há como os poetas para condensar em frases curtas doses grandes de sentido, a frase de Gedeão “sou amador da existência não chego a profissional” foi mote para lembrar a alguns que somos todos convidados a viver a vida sem amadorismos. Há que vivê-la de forma empenhada, comprometida. Não se trata de um convite a sermos profissionais sisudos de espiritualidade ou de CVX (também podem ter lugar), mas profissionais de uma existência com um horizonte de sentido cristão, logo, entusiasmado, fecundo, feliz.

Encontro Internacional “Sinergias para a transformação social”

Encontro Internacional “Sinergias para a transformação social” – 12 e 13 de janeiro, ISEG

Sinergias ED

 

O Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) e a Fundação Gonçalo da Silveira convidam para o Encontro Internacional “Sinergias para a transformação social – diálogos sobre Desenvolvimento”, que terá lugar a 12 e 13 de janeiro de 2016, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

Neste Encontro contaremos com a presença de investigadores e ativistas na área do Desenvolvimento e da Cidadania Global provenientes da Europa, América do Norte e América Latina, que partilharão connosco as suas reflexões e experiência nesta área.

Será também o evento de encerramento do projeto Sinergias ED: Conhecer para melhor Agir – promoção da investigação sobre a ação em ED em Portugal com a apresentação e partilha dos resultados e produtos do projeto.

Línguas de trabalho: Português, Inglês e Espanhol (tradução disponível nas sessões da manhã)

 

Programa (provisório) disponível aqui.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição aqui.

Esperamos contar com a sua presença e agradecemos a divulgação! Para qualquer questão por favor contacte-nos através do email sinergias.ed@gmail.com

Como chegar?
ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão (Auditório Caixa Geral de Depósitos).
Rua do Quelhas 6, 1200-781 Lisboa
Autocarros: 706 – 727; Metro: estação do Rato, linha amarela (10min. a pé); Comboio: estação de Santos (10min. a pé)
Mapa: https://goo.gl/maps/LzfzeEzzTqB2

 

Novo Vice-Assistente Mundial da CVX – P. Herminio Rico, sj

Partilhamos com a CVX-Sul o email que recebemos da nossa querida presidente da CVX-P, a Teresa Sabido Costa.


 

Caríssimas Equipas:

Recebi há momentos um telefonema do P. Zé Frazão dizendo-me que o Pe Geral da Companhia de Jesus lhe comunicou que o P. Herminio Rico SJ foi nomeado Vice-Assistente Mundial da CVX. Partilho pois de imediato convosco esta grande noticia !! Como sabem, o Assistente Mundial da CVX é o próprio Pe Geral SJ mas o verdadeiro trabalho é desenvolvido pelo Vice-Assistente Mundial. Há alguns anos este mesmo cargo foi ocupado pelo P. Alberto Brito S.J. e isso representou e representa ainda para nós uma enorme fonte de Graça.

O P. Herminio Rico foi durante 10 anos foi Assistente Nacional da CVX-P e esse facto teve uma influencia determinante na comunidade que somos hoje. Esta nomeação é pois para nós, motivo de muito orgulho e de enorme alegria. E  é também sinal evidente da profunda e fecunda relação entre a CVX e a Companhia de Jesus em Portugal.

Rezemos por esta nova missão do P Herminio  e aos frutos que ela trará a CVX no mundo. Agradeçamos especialmente a Deus Nosso Pai este presente que oferece à CVX e, de forma particular, à nossa comunidade nacional.

Um abraço grande para cada um de vocês

Teresa

P.S. Tenho presente que, para a comunidade de além-tejo esta noticia tem um sabor agridoce. Lembro-vos contudo que uma comunidade que tem o privilégio de ter como guias o P. Alberto e o P. Herminio tem que ser uma comunidade CVX abençoada! Confiem, pois!