Aprovação dos estatutos da CVX-P

"Estive presente na Assembleia Geral Extraordinária para aprovação dos estatutos da CVX-P. Não sou 'muito de estatutos' , mas reconheço a sua importância pelo que representam de reflexão prévia e envolvimento de toda a comunidade e por materializarem a nossa identidade. Mas os estatutos da CVX têm um 'tique' que está contido logo no seu preâmbulo : "O modo de proceder da CVX é um caminho de discernimento permanente. A fidelidade verdadeira a estes estatutos deve traduzir-se na sua interpretação segundo o espírito do Evangelho e a lei interior do amor. Assim, em caso de dúvida, interpretem-se estes estatutos sempre a favor da liberdade. É para melhor servir o espírito da vocação e da missão CVX, segundo a regra do tanto quanto, que eles se escrevem". Penso que esta disposição esteve presente na atitude de todos os que estivemos a votar. Foi um exercício que me ajudou a renovar 'sentir com a Igreja' e entender o sentido de pertença à Igreja Universal no acolhimento do parecer do Instituto Superior de Direito Canónico. Foi uma oportunidade de olhar, reconhecer e agradecer a diversidade interna na CVX-P na forma de sentir, viver e interiorizar algumas das dinâmicas que a Comunidade Mundial tem vindo a discernir nos últimos anos sobre a nossa Identidade e Carisma. Ainda bem ! É esta a realidade que Deus ama e é nesta tensão que nos chama a crescer. Acima de tudo, se tenho oportunidade de dar o meu testemunho, quero agradecer a quem deu do seu tempo e esforço (e sei que foi muito) para que este trabalho tenha tido agora o seu desfecho, e seja agora mais um meio ao serviço da comunidade. Mas deixem-me repetir: "Assim, em caso de dúvida, interpretem-se estes estatutos sempre a favor da liberdade" .

Miguel Villa Freitas

Novos estatutos aprovados por esmagadora maioria!

A CVX-P, reunida hoje, 23 de Janeiro, em Assembleia Nacional extraordinária em Cernache, aprovou os seus novos estatutos com 61 votos a favor, 3 contra e 1 branco.

Estamos todos de parabéns e desafiados a continuar a escrever páginas para maior glória de Deus na história da nossa comunidade e da Igreja.

Entretanto, vamos reflectindo sobre o porquê de uma participação tão pequena num momento tão importante da vida da CVX-P.

A jornalista de serviço.

Peregrinos

 

Contava o ano de 2003, quando nos encontramos da primeira vez, era um grupo muito grande que excedia a dúzia, tirando os casais éramos desconhecidos uns dos outros. A CVX uma estreia. À Fátima Piteira calhou a tarefa de nos iniciar, animar e guiar neste princípio de caminho de vida Cristã. Entre os que desistiram e os que chegaram. Chegou-nos a Teresa Messias para tomar a posição de Guia, enquanto no grupo o cargo de animador ia mudando entre os seus elementos. Senão quando, a nossa Guia se afastou para fazer o Doutoramento em Espanha. Desde aí, passamos a uma situação de “piloto automático”, Guiados pelo Espírito Santo. Fomos então agraciados com a presença do nosso actual guia, o Padre Sérgio Diz Nunes, que desde então tão bem nos conduz neste caminho.

Não resisto a deixar de contar um episódio ainda no princípio em que um de nós disse que tinha vindo para a CVX, crente que com umas poucas reuniões, estaria despachado, fazendo o jeito a quem muito lho pedira. Estava agora de Corpo e Alma, e já nem concebia que fosse de outra forma. Aliás, como todo o Grupo, em que esta caminhada se tornou uma razão de ser. Explicando assim que tivéssemos escolhido como nome do grupo – PEREGRINOS, muito nos satisfez saber que St. Inácio era apelidado de O Peregrino. Foi uma família que se entrosou e se ligou fortemente, em corpo, pelo que a perda súbita da nossa Júlia, foi para uns a perda dum ombro amigo, para outros a perda uma mão que amparava ou duma palavra conselheira, inaudível agora. Enfim uma alegria no Senhor. Foi como um sinal e num ápice acolhemos três novas peregrinas, que rapidamente se ligaram ao grupo. Aqui estamos, peregrinos, em caminho…

Somos muitos, de áreas variadas, mas UM GRUPO HOMOGÉNEO NO SENHOR.

 

Sal da Terra

Mateus 5, 13
«Vós sois o sal da terra,
e se o sal for insípido, com que se há de salgar?
Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.»

 

O grupo Sal da Terra começou como CVX ABC, o início, os primeiros passos, as primeiras palavras.Percorrido este caminho inicial, embora apenas por alguns dos elementos actuais, não fazia sentido continuar a carregar um nome já tinha cumprido o seu objectivo…

CVX Julho 2009…Precisávamos de mais, de mais sentido e significado para o grupo, que então se tinha tornado coeso, mais identidade, mais referência, sabor, de mais Sal, no fundo! Foi então que a 10 de Fevereiro de 2009 nos transformámos em Sal da Terra!

O sal, só por si, não tem valor - “Serás tão pobre que nem sal tenhas” - lá diz o ditado. Ganha-o na medida em que faz sobressair o sabor dos alimentos. Altera-lhes o sabor, melhora, estraga, depende da quantidade e situação em que se usa. Tal e qual como nos relacionamos com os outros: se somos subtis e delicados ou invasivos e perturbadores. O sal desidrata, conserva os alimentos, impedindo a proliferação de microrganismos patogénicos – esteriliza. Tal como o Homem esteriliza a sua vida, não se dando aos outros ou fazendo-o negativamente. O sal tem sabor, mas não tem cheiro, tal como não tem sentido a vida humana voltada só para si. Desta forma, o Homem é o sal, que, interagindo com os outros, dá sentido às suas vidas e à sua vida – a gratificação de ter “alterado” alguma coisa nos outros. Quando a água do mar evapora são os cristais de sal que ficam, tal como é relembrada a vida e obra do Homem que interagiu, que cresceu e fez crescer, que ajudou, que cumpriu a sua missão na Terra como Cristão – que foi o Sal da Terra.

Como serei? Sal da Terra ou Insípido? Toco a vida dos outros ou sou uma pedra que entra, sem argamassa, na construção de uma parede? Deixo sabor e marca ou caracterizo-me pela inércia?

…e por isso, Sal da Terra é também o testemunho de Cristo na Terra, viver segundo a vontade de Deus e encontrá-Lo em todas as coisas!!

 

Desde 2009, fomos crescendo e nos multiplicando! Faz sentido, por isso, anexar uma foto mais actualizada do nosso grupo com os membros que entraram em 2010. Falta uma pessoa, que não pode estar presente neste jantar de fim de ano, mas que faz parte do grupo desde que somos “Sal da Terra”!

 

Animadora: Carmo Almeida
Guia: P. Jorge Oliveira sj

 

Lux

 

A CVX Lux iniciou o seu percurso em 17 de Janeiro de 2008. Neste momento somos nove membros, sete dos quais presentes desde a fundação desta CVX, mais o nosso imprescindível Guia, o Padre Sérgio.

 

LUX - o nome

I.                   A luz

No princípio, fez-se luz[i]. Como quando iniciámos o caminho CVX, ou antes disso. O verbo de Deus, rezado durante o ano, a sós e depois em conjunto, será sempre procura de luz, porque “lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho”[ii].

O nome é um objectivo.

II.               O luxo

A luz está também no luxo. Outra luz, brilho que ofusca a luz. É nossa missão levar a luz ao luxo, “trabalhar pela reforma das estruturas da sociedade, participando nos esforços para libertar as vítimas de todo o tipo de discriminação e especialmente para

O nome é uma provocação.

III.            A cidade e as nações

Lux tem o Lx de Lisboa e o x de CVX. É em Lisboa, onde vivemos, que devemos procurar as “nações, outras comunidades não geográficas, ou seja, humanas, que reclamam a nossa assistência: os pobres, os marginalizados, os excluídos”[iv]. Como já nos disseram:

O nome é um desafio.

[i] Génesis 1, 3-4.

[ii] Salmo 119:105.

[iii] Princípios Gerais da Comunidade de Vida Cristã, 8. d).

[iv] Primeira Homilia do P. A. Nicolás como Geral SJ, Fevereiro 2008.

[v] Mateus 5, 14-16; numa adaptação pop, “Take this city /A city should be

shining on a Hill /  Take this city / If it be your will”  -“Yahweh”, dos U2

 

Assembleia Regional

Foi ontem, no Rodízio.

Esgotámos a lotação da sala, rezámos, planeámos, debatemos e agradecemos.

Agora, aí está o novo ano CVX com muito trabalho e muitas mãos e corações para construir caminhos com Jesus ao Seu encontro e ao encontro dos seus.